Na primeira eleição da era da Ficha Limpa e da Lei de Acesso à
Informação, faltou transparência nas doações de campanha nas disputas
municipais. Dos R$ 75,5 milhões arrecadados pelos nove prefeitos de
capital eleitos em primeiro turno, R$ 57 milhões (75%) tiveram origem
oculta. Esse montante foi atribuído pelos candidatos eleitos a repasses
dos comitês financeiros e aos diretórios de seus partidos políticos.
Apesar de os comitês e os diretórios também serem obrigados a informar
de quem receberam, não é possível precisar o destino final da doação, já
que os recursos são pulverizados entre diversos candidatos.
Na prática,
as prestações de contas apresentadas pelo conjunto desses nove
prefeitos eleitos só permitem identificar os doadores de 25% de todo o
dinheiro repassado aos candidatos. Pela primeira vez na história, o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigou os candidatos a revelarem, nas
prestações de contas parciais, ou seja, durante a campanha eleitoral,
quem eram os seus financiadores.
O pontapé para essa iniciativa foi dado
pelo juiz eleitoral Márlon Reis, que determinou a divulgação dos dados
de financiamento no Maranhão. A medida acabou sendo estendida a todo o
país logo em seguida pelo TSE. As informações são do Congresso em Foco.
Os prefeitos são Teresa Surita (PMDB), de Boa Vista (RR), Fortunati
(PDT), de Porto Alegre (RS), João Alves (DEM), de Aracaju (SE), Eduardo
Paes (PMDB), do Rio de Janeiro (RJ), Rui Palmeira (PSDB), de Maceió,
Márcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte (MG), Paulo Garcia (PT), de
Goiânia (GO), Geraldo Júlio (PSB), de Recife (PE) e Carlos Amastha (PP),
de Palmas (TO).
Com informações do Bahia Notícias
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