Bicheiro foi preso durante operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
Ele ficou calado em depoimentos na CPI que investiga elo com políticos.
Do G1 DF
| Carlinhos Cachoeira |
Acusado de comandar rede de jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal, Carlinhos Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Segundo gravações da PF, o esquema envolvia políticos e empresários em uma rede de corrupção, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas.
Após ser preso, Cachoeira foi levado para o presídio federal de Mossoró por razões de segurança. Em abril ele foi transferido para o complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, onde permanecia até esta terça-feira, à espera de alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça do DF.
Em maio, Cachoeira compareceu à sessão da CPI mista que apura a relação do bicheiro com políticos, mas se recusou a responder às perguntas dos parlamentares. O contraventor afirmou logo no começo do seu depoimento que foi "forçado" a ir à comissão. Ele se negou a responder a todas as perguntas feitas pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), e pelos demais parlamentares.
Em outubro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, havia concedido habeas corpus para Cachoeira, atendendo pedido da defesa do contraventor. Apesar da decisão do TRF-1, ele foi mantido preso graças ao mandado da Operação Saint Michel.
Aquela foi a segunda vez que Cachoeira conseguiu um habeas corpus na Justiça Federal, mas permaneceu preso. Em junho, decisão do desembargador Tourinho Neto favoreceu o contraventor indiretamente. O magistrado concedeu um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal de Goiás, Queiroga Neto comandava a abertura e o fechamento de pontos de jogos ilegais. Após a libertação de Queiroga Neto, os advogados de Cachoeira pediram a extensão do benefício para o bicheiro, e o desembargador concedeu.
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