20 de nov. de 2012

Cachoeira foi preso em fevereiro, acusado de comandar jogo ilegal

Bicheiro foi preso durante operação Monte Carlo, da Polícia Federal.
Ele ficou calado em depoimentos na CPI que investiga elo com políticos.

Do G1 DF

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar rede de jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal, Carlinhos Cachoeira foi preso no dia 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Segundo gravações da PF, o esquema envolvia políticos e empresários em uma rede de corrupção, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas.

Após ser preso, Cachoeira foi levado para o presídio federal de Mossoró por razões de segurança. Em abril ele foi transferido para o complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, onde permanecia até esta terça-feira, à espera de alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça do DF.

Em maio, Cachoeira compareceu à sessão da CPI mista que apura a relação do bicheiro com políticos, mas se recusou a responder às perguntas dos parlamentares. O contraventor afirmou logo no começo do seu depoimento que foi "forçado" a ir à comissão. Ele se negou a responder a todas as perguntas feitas pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), e pelos demais parlamentares.

Em outubro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, havia concedido habeas corpus para Cachoeira, atendendo pedido da defesa do contraventor. Apesar da decisão do TRF-1, ele foi mantido preso graças ao mandado da Operação Saint Michel.
Aquela foi a segunda vez que Cachoeira conseguiu um habeas corpus na Justiça Federal, mas permaneceu preso. Em junho, decisão do desembargador Tourinho Neto favoreceu o contraventor indiretamente. O magistrado concedeu um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal de Goiás, Queiroga Neto comandava a abertura e o fechamento de pontos de jogos ilegais. Após a libertação de Queiroga Neto, os advogados de Cachoeira pediram a extensão do benefício para o bicheiro, e o desembargador concedeu.

 

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